Mato Grosso do Sul, 3 de junho de 2026

Menino de 9 anos morre após saga em UPA de Campo Grande e pais denunciam descaso na polícia

João Guilherme Jorge Pires, de 9 anos, morreu após apresentar uma lesão no joelho e passar por uma verdadeira saga em unidades de saúde de Campo Grande. Ele caiu no último dia 2 de abril e morreu após passar mal na Santa Casa, na terça-feira (7).

De acordo com o boletim de ocorrência, o menino caiu na quinta-feira (2) e foi levado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Tiradentes, onde passou por consulta, fez um raio-x e foi liberado com uma receita para dipirona e ibuprofeno. A mãe relatou que ele não apresentava lesão na perna esquerda, mas sentia dor.

No dia seguinte, a mãe notou que João não estava bem e levou o filho para a UPA do bairro Universitário, onde passou por consulta novamente e foi liberado com receita para a mesma medicação de quinta-feira (2).

Já no sábado (4), o menino foi levado novamente para a UPA do Universitário, passou por consulta e recebeu uma injeção. Naquele dia, a mãe contou que o filho estava com bastante dor no peito; a médica que o atendeu teria dito que seria apenas ansiedade e liberou a criança.

A mãe retornou à UPA na tarde de domingo (5), ocasião em que João ficou em observação e foi submetido a outro raio-x. O exame teria apontado que o joelho esquerdo do menino estava com uma lesão, e ele foi liberado para que, na segunda-feira (6), fizesse a tala na Santa Casa.

Assim, a mãe levou a criança para o hospital na segunda (6), onde foi feita a tala na perna esquerda e João foi liberado. No mesmo dia, ele passou mal e desmaiou, momento em que a mãe percebeu que o filho estava roxo, principalmente nas pernas.

A situação ficou preocupante, e a família levou o menino para a UPA do Universitário, onde ele chegou desacordado e foi recepcionado por uma mulher, que seria enfermeira. Os funcionários da unidade teriam dito que não havia médico na UPA, mas colocaram João em uma maca e começaram a reanimá-lo.

Na ocasião, a equipe teria colocado oxigênio, entubado o menino e o encaminhado para a Santa Casa. No hospital, ele foi reanimado novamente e não resistiu.

À polícia, a família afirma que não houve o devido atendimento médico à criança, pois não foram feitos exames para verificar as dores de que João estava se queixando durante os atendimentos.

No documento de encaminhamento da Santa Casa, consta que o menino deu entrada no hospital à 0h18 de terça-feira (7), e o óbito foi constatado na mesma madrugada, à 1h05.

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